Dito assim, Geninho permite visualizar facilidades de concretização num projeto ambicioso


As ideias e propostas montadas por Geninho Goes, novo secretário de Turismo de Balneário Camboriú e demonstradas à sociedade em encontros com as entidades e com a imprensa (releia matéria aqui) parecem até irreais, de tão simples e lógicas.

Fica-se imaginando como isso não foi pensado e organizado antes? São teorias com amparo em exemplos, conhecimentos e experiências dele mesmo, de suas viagens pelo mundo inteiro, do exercício direto em políticas de otimização de grandes projetos, como Beto Carrero e BNT Mercosul, de sucesso indiscutível e perene. E talvez isso explica a pergunta.

Desde quando criou o personagem Anjinho, que rendeu sua passagem por toda a imprensa nacional, inclusive Jo Soares, na Globo, até seu simpático Varal Literário na Praça Almirante Tamandaré, há muitos anos, que, sem ninguém a ampará-lo, rendeu cobertura ao vivo e nacional da própria Rede Globo - e, lembro, rendeu-lhe também muitas injustas retaliações de quem foi incapaz de fazer igual ou parecido. Até hoje não deu para entender essas contrariedades malucas àquela iniciativa pioneira e grandiosa. Mas Geninho não se abateu e superou tudo com galhardia. Alguém com essas potencialidades todas tem que ser bom.

Quanto à Secretaria de Turismo, ali já esteve, como assessor principal de Mazoca, no governo Pavan. Era o factotum.

Este não foi o primeiro convite do prefeito Fabrício. Foi o único que ele aceitou. Como explicou, depois de concretizar muitos outros sonhos. Rigorosamente, organizadamente, preferiu dar tempo ao tempo e esperar o momento ideal. Para ele, é agora este momento

A ideia é operar o turismo de ano inteiro, elastecendo, por exemplo, a temporada de verão, que começaria já no inverno (julho, mês do aniversário da cidade e terminaria em março) e cruzaria o ano emendando aniversário da cidade, Natal, Réveillon, Carnaval e tantos outros eventos em meio ao caminho. Adentrando com força no turismo cultural, étnico, artístico e tradicionalista - na ênfase açoriana das primícias da terra. No meio disso, por certo, Dia da Criança, Dia dos Pais, Dia das Mães e por aí vai.

E evoluindo para a exploração dos espaços existentes e espaços a serem criados, como novos parques e a nova orla.

Terá, como ele disse e sabe, de fortalecer a gama de eventos, envolver a sociedade, preparando-a para isto. A cidade tem características ideais para isto, a começar pela fama merecida de um dos principais destinos turísticos do Brasil e um dos mais badalados do sul do país. Agora é só colocar a cereja no bolo ou a organização perseverada e inabalada por estremecimentos de pessimismos.

Tomara que as ações pareçam tão fáceis - ou sejam tão fáceis - como a narrativa simples, direta, exponencial e envolvente de Geninho. Ele acredita. O governo municipal acredita. O trade acredita. Acreditemos também.

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