• Aderbal Machado

Desigualdade: rendimento dos 10 porcento mais ricos é o triplo dos 40 porcento mais pobres no Brasil


A distribuição desigual da riqueza no Brasil foi confirmada pela Pesquisa de Orçamentos Familiares, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O levantamento indica que o rendimento médio mensal dos 10% mais ricos da população equivale a três vezes o ganho obtido pelos 40% mais pobres, como explica o analista da pesquisa, Leonardo Oliveira.


Os dados revelam, também, que a Renda Disponível Familiar Per Capita média no Brasil ficou em cerca de R$ 1.650, sendo que 23% desse total correspondem a renda não monetária, ou seja, a valores de bens e serviços prestados pelo governo, instituições e outras famílias, sem que haja desembolso. O analista da pesquisa destaca a importância da renda não monetária, especialmente para as famílias dos primeiros décimos de rendimento, ou seja, as mais pobres.


Já a despesa total per capita das famílias brasileiras, ainda segundo o estudo, ficou em torno dos R$ 1.667. Desse total, habitação foi responsável pela maior parcela, seguida dos gastos com transportes e alimentação. Juntos, os grupos responderam por 55% do total das despesas de consumo.


O detalhamento da pesquisa, aponta que a maior parte da população abaixo da linha da pobreza, 77,8%, está concentrada em famílias cuja pessoa de referência se declarou preta ou parda.


O gasto médio por pessoa com moradia ultrapassou os R$ 264, sendo R$ 249 na área urbana e R$ 15,34 na área rural.


Os indicadores subjetivos, que avaliam os aspectos de risco dos domicílios, indicam que problemas ambientais causados pelo trânsito ou indústria foram relatados por 25,3% das pessoas pesquisadas, sendo que 23,3% estão no setor urbano. A região mais afetada por questões como fumaça, mau cheiro e barulho é o Sudeste, seguido pelo Nordeste.


EBC

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