• Aderbal Machado

Depois da superlotação e do bombardeio crítico, governo do Estado dispõe novos leitos pediátricos

Anunciada pelo governo do Estado, nesta segunda, 30, a abertura de 68 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e pediátrica em até 90 dias.


Os novos leitos serão instalados nos seguintes hospitais:


Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, com 9 leitos neonatal;

Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, com 6 leitos de UTI pediátrica;

Hospital Azambuja, em Brusque, com 8 de neonatal e 2 de pediátrica;

Hospital e Maternidade Jaraguá do Sul, com 2 de pediátrica;

Hospital Infantil Jesser Amarante Faria, em Joinville, com 10 de pediátrica;

Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul, com 4 de neonatal;

Hospital Regional de Araranguá, com 5 de pediátrica;

Hospital Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma, com 7 de neonatal;

Hospital Regional de São José, com 10 de neonatal; e

Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, com 5 de pediátrica.


Segundo o Governador Carlos Moisés, a abertura de novos leitos é algo complexo. “Não é qualquer hospital que pode ter leito de UTI, precisa estar habilitado pelo Ministério da Saúde. Além disso, a maior dificuldade hoje está na contratação de profissionais para colocar em funcionamento leitos de UTI, como intensivistas, pediatras, por exemplo. Nós estamos pactuando com vários hospitais habilitados e vamos ampliar essa oferta nos próximos dias”, explica.


Os dados do painel da transparência deste domingo, 29, consta que o Estado está com 294 leitos de UTI neonatal e mais 89 pediátricos ativos, distribuídos nas sete macrorregiões.


Para a abertura dos leitos serão realizados novos convênios permitindo às unidades a compra de equipamentos e contratação de recursos humanos. Neste sentido, várias superintendências estão envolvidas no trabalho de articulação para que os leitos estejam em pleno funcionamento o mais breve possível, a partir de 10 dias.


COMENTS: o drama dos leitos pediátricos e neonatal era uma obviedade presente desde sempre. Nos três anos e meio do atual mandato houve um recesso, apesar dos constantes problemas de lotação dos leitos. Agora a situação se deteriorou de vez, obrigando a essa medida, assim mesmo com um prazo de três meses para a sua total implementação. Menos mal que a Amfri ganhou leitos - no Pequeno Anjo. Mas o Hospital Ruth Cardoso, de Balneário Camboriú, ficou fora da oferta, apesar de estar vivenciando drama como todos. Bom saber a razão.

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