• Aderbal Machado

Covid e novas restrições: prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém

Há muita controvérsia, desde o início, mas precisamos atentar para a gravidade da ocasião.

Entramos em parafuso, novamente, desde quando iniciou a pandemia.

Novos lockdowns sendo impostos, agora apenas nos finais de semana. Ainda sem entender quais os fundamentos científicos disso, como em tantas outras medidas adotadas. Desde um ano atrás e sucessivamente, tivemos ações tidas e havidas como inevitáveis, duras e eficazes contra a disseminação do coronavírus. Uso de máscara, álcool em gel, distanciamento, fuga de aglomerações, fechamento de serviços não essenciais. Nada resolveu: a praga ressurge, como ressurgiu agora, com a força de um cataclisma. Pior disso é acompanhar as previsões mais catastróficas possíveis, dando-se a impressão de jamais vermos um final nisso.


Uns culpam o presidente, outros os governadores e prefeitos, outros a população renitente aos cuidados, outros a ausência de tratamentos precoces (combatidos a ferro e fogo por uns e admitidos por outros, inclusive na área médica, onde há muitas divergências e debates a respeito - porque, afinal, algo deve acontecer dentro das UTIs para cuidar das pessoas e permitir a muitas entrar e sair do tratamento vivas, pois não?).


Resta-nos ficar jogando no escuro, no "até quando" isso vai. E neste ponto nem curiosos, nem ciência, nem médicos, nem governantes, nem ninguém arrisca nada.


Esta nervosa expectativa deixa-nos a todos apreensivos. Parece-nos, os incólumes ainda, ser um mal discutível, mas quando se tem por perto amigos e até parentes acometidos, fica-se menos recalcitrante. Sim, a Covid-19, dependendo da estrutura de cada um, pode e é mortal. Alguns depoimentos que ouvi de gente infectada são assustadores quanto aos sintomas e sequelas.


Por mim, procuro alienar fatores de exagero de todos os lados quanto aos cuidados e aos riscos. Adotando-se os protocolos disponíveis e aconselhados, corta-se o caminho, encurta-se a possibilidade de contrair o mal. É dito e repetido que todos, um dia, seremos infectados, em menor ou maior grau. O vírus não vai sumir como por encanto.


O que a gente discute é a confusão de se adotar medidas inexplicáveis, em que se restringem horários de circulação às noites, como se durante o dia o vírus esteja de férias ou de licença. Ou, como agora em SC, se promoverão lockdowns nos finais de semana, fechando-se até praias, como em Itajaí. Durante a semana o vírus está liberado? Um leigo se perde um pouco nessas conjecturas, pois qualquer dado "científico" a respeito disso nada explica.


De qualquer maneira, cada um precisa e deve cuidar de si. Fazendo isso, automaticamente cuida dos outros, mais ainda de sua própria família. Dizia Nona Candinha: "Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém".

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