• Aderbal Machado

COP-26 e as falácias ambientais do metano dos animais (rima involuntária)

O boi na sala da COP-26.


De repente, o metano gerado pela pecuária virou o vilão do aquecimento global, que os ecologistas da Cop-26 gostam de chamar de "mudanças climáticas".

Até a Cop-25, era quase detalhe de rodapé.


E tem mais!

De repente, só se fala em carro elétrico.

Pense e reflita o quanto o mundo olha para o Brasil, em específico, de que forma e com qual interesse. Não é simples nem magnânimo.


Eu começo.

Somos um dos maiores produtores de proteína animal, com um dos maiores rebanhos do mundo.


A maioria absoluta do nosso rebanho, mais próxima da totalidade do que da metade, é de pecuária extensiva, a pasto, com neutralização, dos gases gerados, pelo capim.

Na Europa e em parte dos EUA, é confinamento pesado.


Onde, então, está o problema? Quem ganha a disputa da produtividade, da eficiência e do equilíbrio ambiental na produção de carne bovina?


Generalizar o real dano do metano do boi ruminante ao clima interessa, portanto, a quem?


Outra:

Não precisamos de carro elétrico desde os anos 70, quando criamos o Pró-álcool e inventamos o etanol combustível.


Com o avanço das políticas ambientais brasileiras, das mais severas do planeta, sobre os canaviais, o uso do bagaço de cana - um resíduo antes descartado - para produzir energia, otimizando o uso da cana-de-açúcar, os canaviais brasileiros superaram muitos de seus problemas originais e são uma fonte de combustível limpo e renovável, sustentável e que sequestra carbono.


Na outra ponta, carro elétrico não tem combustão, usa menos peças, mas tem um problemático descarte de bateria e extrativismo de metais nobres, consome energia elétrica - de onde vem a geração dessa energia? - mas mesmo assim se tornou o queridinho do mundo.

Que mundo?

O mundo dono das montadoras de veículos e das tecnologias de eletrificação automotiva.

Entendeu o jogo?


Entendeu que o jogo internacional é feroz e o quanto tem de manipulação na questão ambiental? Que interesses, que não os estritamente ambientais, estão por detrás de argumentos bonitinhos e bacanas de "vamos salvar o planeta"?

O debate ambiental não é simples como a lacração desinformada e de má fé, sob ideologias ou interesses comerciais ou partidários, quer fazer crer.

É sério. Tem de ser sério e transparente.


E, por último, pra deixar claro:

Este post e seu autor estão na primeira fila da proteção ambiental. Por convicção meramente humana.

Este post e seu autor são favoráveis ao mundo de lógica global e civilizado, multilateral. Por formação política e humanista.


Este post e seu autor não podem, todavia, admitir as generalizações, os interesses escusos, a 'malversação' do debate ambiental e culpar o boi brasileiro por tudo o que se tem de ruim no planeta.

Alto lá!

A gente também pensa e faz conta aqui do lado debaixo do Equador. E muito bem!

Por Adalberto Piotto

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