• Aderbal Machado

Continua o conflito com dados do IMA, mas Emasa afirma que Praia Central é totalmente balneável


Toda a extensão da Praia Central e as Praias Agrestes de Balneário Camboriú estão próprias para o banho. É o que aponta o resultado dos últimos relatórios de balneabilidade divulgados pela Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMASA) – referente as coletas dos dias 02, 04 e 07 de fevereiro.


O único ponto que aparece impróprio é a Lagoa de Taquaras, que passa por várias análises e estudos para definição de ações para torná-la própria. Já o Pontal Norte, que apareceu impróprio na semana passada, voltou a ficar próprio, pois o resultado das últimas três amostras coletadas (02, 04 e 07/02) tiveram menos de 800 Escherichia coli por 100 mililitros.


Os relatórios de balneabilidade estão disponíveis no site da Emasa: https://www.emasa.com.br/emasa/laboratorios/balneabilidade-praias--boletim-semanal.

Os 15 pontos analisados pelo laboratório LABB Análises Ambientais, credenciado no Instituto do Meio Ambiente (IMA) e acreditado no INMETRO são: praias de Estaleirinho, Estaleiro, Taquaras e Lagoa de Taquaras, Laranjeiras, e Praia Central em frente à Rua 4009 – Pontal Sul, em frente as ruas 4000, 3500, 3000, 2500, 2000, 1400, 51 e 1001, e Pontal Norte.


Desde o dia 27/12/2021 até março/2022 – período da temporada – o acompanhamento da balneabilidade das praias de Balneário Camboriú feito pelo Município, acontece três vezes por semana: nas segundas, quartas e sextas-feiras, podendo alterar o dia em casos de fortes chuvas. No restante do ano a coleta ocorre uma vez na semana. Durante a temporada, a frequência das coletas aumenta, para que o resultado seja mais compatível com a realidade das condições da água, garantindo um banho de mar seguro aos moradores e turistas.


Quando um ponto é considerado próprio ou impróprio?

Próprio: Quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas, no mesmo local houver no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros.

Impróprio: Quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, for superior a 800 Escherichia coli por 100 mililitros ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2000.


AS INFORMAÇÕES DO IMA E O SEU MAPA DE BALNEABILIDADE

O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) divulgou, nesta sexta-feira,11, o relatório de balneabilidade n°10 da temporada de verão. Dos 237 pontos analisados pela pesquisa semanal, 167 estão próprios para banho em Santa Catarina, o que representa 70,5 %. Em Florianópolis, dos 87 pontos onde há coleta, 72 estão em condições de receber banhistas, ou seja, 82,8%.

As coletas para a elaboração da pesquisa são efetuadas em 27 municípios litorâneos e mais de 100 praias e balneários do Sul ao Norte, compondo os municípios de: Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Balneário Camboriú, Balneário Barra do Sul, Balneário Rincão, Barra Velha, Biguaçu, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Governador Celso Ramos, Imbituba, Itajaí, Itapema, Itapoá, Jaguaruna, Joinville, Laguna, Navegantes, Palhoça, Passo de Torres, Penha, Balneário Piçarras, Porto Belo, São Francisco do Sul e São José.


A água é considerada Própria quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas últimas cinco semanas, no mesmo local, houver no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros, e Imprópria quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas cinco semanas, no mesmo local, for superior que 800 Escherichia coli por 100 mililitros ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2000 Escherichia coli por 100 mililitros.


O diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental do IMA, Fábio Castagna da Silva, enfatiza que a pesquisa não considera uma análise pontual, mas um histórico de análises de cinco semanas consecutivas do mesmo ponto. “Quando o cidadão encontra uma placa de ‘próprio para banho’, isso quer dizer que durante cinco semanas aquele ponto apresentou baixos resultados de concentração da bactéria Eschericchia coli, utilizada como indicador para elaboração da pesquisa, ou seja, significa que aquele ponto teve pouco ou nenhum contato com esgoto durante o período” explica Fábio.


A metodologia aplicada pelo IMA é utilizada em todo Brasil é normatizada pela Resolução n. 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde. Monitoramento similar é realizado em várias partes do mundo.


Durante a temporada de verão, o IMA realiza as análises semanalmente. O calendário de coletas é divulgado antecipadamente e está disponível no site do IMA. Os resultados do monitoramento são atualizados automaticamente e podem ser conferidos na íntegra no site: balneabilidade.ima.sc.gov.br e no aplicativo Praia Segura.


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O conflito acontece. Entretanto, os dados oficiais são, por lei, os do IMA. São eles que ilustrarão as placas indicativas de balneabilidade ou não. Os números da prefeitura são contraprova, prevista e permitida por TACs assinados. Como já dissemos aqui, o conflito mais confunde do que informa. Ou se busca alterar os critérios da Resolução Conama 274/2000 ou nunca teremos algo mais claro. Se isto não ocorrer, os critérios continuam valendo nacionalmente.

E é sempre bom dizer que a única praia que confronta dados é a de Balneário Camboriú. As demais, com análises boas ou ruins, simplesmente aceitam as do IMA.

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