Cúpula da Saúde de BC me ouviu sobre mal atendimento
- Aderbal Machado

- 23 de jun.
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Atualizado: 24 de jun.
Alguns dias atrás fui mal atendido na Farmácia Municipal da Avenida Palestina.
Explico: lá pego meus remédios para o coração - alguns, pois dois deles não são fornecidos, os mais caros.
E, depois de migrar para a região norte da cidade, fiz os procedimentos burocráticos de transferência do atendimento para a UBS do Pioneiros e ia tudo muito bem - tanto nos atendimentos na UBS, quanto na farmácia. Isto há mais de um ano.
De repente, indo lá, negaram o fornecimento, alegando que o sistema me indicava morador de outra região, o centro da praia e, portanto, com jurisdição da farmácia da Quarta Avenida.
Tentei explicar que minha receita, no entanto, indicava o endereço certo, mas o funcionário preferiu seguir "o sistema". O argumento de que eu não poderia ser punido ou não ter atendimento por falha do sistema do governo não adiantou.
Contrariado, reclamei diretamente com a prefeita, com a secretária da Saúde e com o Leandro Índio, secretário da Casa Civil.
Houve algumas movimentações para tentar contornar, mas eu mesmo fui à UBS e resolvi. E lá informaram que, realmente, o sistema foi alterado para "melhorar" e fizeram a lambança.
Mas o foco, pra mim, foi a falta de preparo na ponta da linha - o atendimento primário das pessoas. Não adianta tudo funcionar se a pessoa é mal atendida. Isto derruba tudo.
E nesta terça, 23, recebi recado do Índio para ir na prefeitura. Nem imaginei o que seria, mas fui atender o chamado do meu amigo. Lá chegando, nos levou para o gabinete da prefeita e então vi ali a Secretária Aline Leal e as diretoras Juliana Vidotto e Dani Rigon (NAI).
(Detalhe lembrado depois pelo Índio: a cadeira em que sentei, na cabeceira da mesa, é a ocupada, em reuniões, pela própria prefeita, o que aumenta a honra do encontro pra mim)
Então fiz todo o relato, expendi minhas críticas ao sistema, ouvi planos e o reconhecimento da imperfeição natural.
Enfim, pude colocar a frio as coisas. O que ficou - e eu disse isso - que tudo ocorreu porque, modestamente, eu sou o Aderbal Machado, amigo chegado de todos ali e jornalista de certa influência e pude reclamar lá por cima, diretamente. Imagino um cidadão carente, fragilizado, sem capacidade de reação. Eventualmente sem poder de reclamar e impossibilitado de consumir um medicamento vital e ter de sair atrás de seus direitos esbulhados por ineficiência e despreparo.
Devo louvar a surpreendente iniciativa do secretário Leandro Índio por nos colocar ali, ao sabor de um sábio improviso, e às ilustres senhoras da Saúde por me ouvir e concordar com o que eu disse com clareza meridiana e sinceridade absoluta. Garantiram que medidas serão adotadas para corrigir a anomalia.
Senti firmeza.















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