• Aderbal Machado

Cães na areia da praia: países mais evoluídos admitem desde sempre, mas é questão de educação

A mim me soou esquisita essa determinação de proibir, formalmente, a presença de cães nas areias da Praia Central de Balneário Camboriú. Esquisita porque isso - a proibição - vem de tempo. Agora, apenas, querem endurecer uma fiscalização.

Pessoalmente, imagino cães mais limpos do que alguns frequentadores. Menos poluentes, com certeza. Se houver os devidos cuidados higiênicos (quem sabe uma caixa de areia, com a mesma deferência de caixas de isopor, cadeiras e até mesas de suporte para pratos e bebidas). Reconheçamos, aqui, os poucos cuidados de muitos com seus cães, nos passeios. Alguns, sabe-se lá quantos, nem dão bola para recolher as fezes de seus cães, depositadas em areia e calçadas. É, então, num caso e noutro, pressuposto de mera educação.

E afirmo isso porque, sabem os mais viajados, em países bem mais evoluídos que o nosso em qualquer parâmetro de comparação que se queira, permitem, sem embaraços, a presença de cães nas praias.

Como comentei numa postagem de um órgão de imprensa local sobre o tema, não sou muito viajado, mas em dezembro de 2019 estivemos eu e minha mulher na praia de Carcavellos, uma das mais frequentadas de Portugal, e vimos cães circulando entre as mesas de restaurantes e andando livremente na areia da praia com seus donos. Livres, leves e soltos. Banhando-se no mar, inclusive. Não é proibido por lá.

Certamente os graus de possíveis infecções causadas por cães não são maiores do que as causas naturais, presentes na própria areia, por vários fatores. Muitos causados pelos próprios humanos, ditos "civilizados".

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