• Aderbal Machado

Balneabilidade: técnico do IMA diz que análises da Emasa são somente contraprova e não são oficiais


O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) divulgou, nesta sexta-feira, 28, o oitavo relatório de balneabilidade da temporada de verão. Mais um novo ponto de coleta na Guarda do Embaú foi acrescentado pelo Instituto. Desta forma, o IMA passa a monitorar 237 pontos na pesquisa e, deste total, 143 estão próprios para banho, o que representa 60,3%.


A pesquisa e monitoramento de balneabilidade é um trabalho realizado sistematicamente pelo IMA, desde 1976, e segue as normas da Resolução n. 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). A metodologia utilizada é aplicada em todo o Brasil e na maioria dos países que realizam o monitoramento da balneabilidade.


“Trata-se de um critério objetivo, com pouca ou nenhuma margem para interpretações, e que leva em consideração não somente a condição pontual, mas um histórico de 5 semanas consecutivas”, reforça o diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental do IMA, Fábio Castagna da Silva.


A Emasa realiza análises através de laboratório credenciado pelo IMA, com o intuito de produzir contraprova, inserida em TAC assinado em função de Ação Civil Pública.


As análises da Emasa confrontam diretamente as análises do IMA. E aí mora o problema.

A questão é que, segundo técnico do IMA, a Emasa extrapola essa condição, pois a autorização de análise de contraprova diz que ela deve ser semanal (cláusula do TAC) e ela o faz e divulga três vezes por semana. E, finalmente, diz o técnico, a divulgação do resultado da análise da Emasa não tem e nem pode ter caráter oficial, pois ela é a empresa responsável pelo saneamento e não empresa de controle ambiental.

Alguns pontos referenciados pelo técnico: 1) O IMA faz o segundo maior monitoramento do país e SC é referência.

2) O próprio boletim da Emasa reconhece que o órgão oficial de monitoramento é o IMA. Por isso, diz, inexiste conflito.

3) Há problemas severos de qualidade da água no Rio Camboriú e Canal Marambaia. Algo em torno de 10.000 escherichia coli por 100ml em caráter permanente. Não conta para balneabilidade, tanto que não é divulgado, mas contribui para a poluição do mar, principamente em dias ou épocas de muita chuva.


O técnico termina afirmando que é necessário atacar a causa, não o diagnóstico.

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