• Aderbal Machado

Audiência pública discute os riscos do agrotóxico e a potabilidade da água em SC e RS

Nesta sexta-feira (27/11), a partir das 14 horas, o Fórum Catarinense de Combate aos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT) e o Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCIA) realizam uma audiência pública para informar, coletar informações, receber denúncias e propor encaminhamentos para o enfrentamento do problema. Devido à pandemia, a audiência ocorrerá on-line e serátransmitida pelo YouTube, aberta ao público.


Palestra da Dra. Sônia Corina Hess, Engenheira Química da UFSC, "A presença de agrotóxicos em águas de abastecimento de Santa Catarina", será às 15 horas.

Em 43 dos 88 municípios avaliados no diagnóstico mais recente sobre a presença de agrotóxicos na água distribuída à população catarinense, os sistemas de abastecimento estão contaminados por agrotóxicos. As amostras foram coletadas no final de 2019 para um estudo encomendado pelo Programa Qualidade da Água (PQA), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), sob responsabilidade dos Centros de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) e do Meio Ambiente (CME) . Este é um dos trabalhos que serão apresentados na audiência pública.


Embora os níveis de resíduos de pesticidas estejam dentro dos limites admitidos pela legislação brasileira, ainda estão bem mais acima do que é permitido nos países da União Europeia.


Em alguns casos, como o do glifosato, a regulação brasileira permite a presença desse princípio ativo de um dos herbicidas mais vendidos no mundo, na água captada para o consumo humano, em uma quantidade 5 mil vezes maior do que é legalmente aceito na Europa.


Há também casos de agrotóxicos já proibidos na União Europeia que continuam legalmente em uso no Brasil e acabam contaminando os mananciais e sistemas de abastecimento de água de muitos dos municípios avaliados: - atrazina, 9 municípios; - benomil, 5; carbendazim, 5; metolacloro, 3; profenofós, 5; - simazina, 6 - , segundo o relatório que será apresentado pela parecerista do estudo do MPSC, professora Sonia Corina Hess, doutora em Química.

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