• Aderbal Machado

Apoiador aberto de Pinochet e admirador de Trump e Bolsonaro vai ao segundo turno no Chile

Eleição presidencial no Chile

Com 55 anos, José Antonio Kast demonstrou um crescimento vertiginoso nas últimas semanas. Abertamente apoiador de Augusto Pinochet – ele alega que o ditador que comandou o Chile entre 1973 e 1990 seria seu eleitor se estivesse vivo —, o advogado e político fez críticas à direita tradicional e aproveitou a queda de popularidade do atual presidente para subir nas pesquisas.

Ele e o candidato esquerdista Gabriel Boric vão ao segundo turno.

Kast é admirador de Donald Trump e Jair Bolsonaro.


Detalhe interessante desta eleição e que preocupa a esquerda continental:

Renovación Nacional, o partido do impopular presidente Piñera, é até agora o partido mais votado para a Câmara dos Deputados.

O que se discute é uma incapacidade da esquerda e do seu candidato de mobilizar o eleitor. Ou "fazê-lo sair de casa para votar", já que a abstenção no Chile beira os 60%.

Bom notar também, nos jargões e manchetes da imprensa: Kast é adjetivado como "ultra" direita. Mas Boric é apenas "esquerdista". Sem o extremo. Não muda nada no mundo inteiro. Esquerda nunca é "ultra" e nem "extrema". Sempre "soft".

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