Ante acusação de recusa de leitos de UTI, prefeito responde ao governador

Governador Carlos Moisés andou afirmando que Balneário Camboriú se negou a receber mais leitos para UTI.

O prefeito respondeu ao governador:

A Administração Municipal de Balneário Camboriú lamenta profundamente a postura do Governo do Estado no que diz respeito a pandemia e rebate as afirmações infundadas sobre a recusa de “leitos para UTI” por parte do Município. Relembra que ainda no início da pandemia, dia 20 de março, abriu um Centro Municipal de Tratamento e Acolhimento do Coronavírus com 20 leitos de UTI, custeados com recursos exclusivos do município. Além disso, investiu num laboratório de coletas de exames exclusivo para suspeitos da Covid-19. E, por inúmeras vezes, vem discutindo e propondo soluções para a falta de leitos de UTI na região da Amfri.

Já no dia 3 de abril, o município se manifestava, por ofício ao Estado, a respeito das necessidades hospitalares em decorrência da pandemia. No dia primeiro de junho de 2020, foi encaminhado e protocolado um ofício ao Governo do Estado reivindicando as necessidades de todos os hospitais da região, com detalhamento dos equipamentos e insumos necessários para habilitação de leitos de UTI para o Centro Municipal de Tratamento do Coronavírus, conforme detalhamento registrado no ofício n.140/2020.

No dia 16 de junho, depois de inúmeras manifestações, o Estado colocou à disposição dez respiradores para atender a região. Somente os respiradores, sem os demais equipamentos necessários a montagem dos leitos de UTI. A oferta foi discutida entre os prefeitos de Balneário Camboriú e Itajaí, que com o consentimento dos demais prefeitos da Amfri, encaminharam os respiradores para o Hospital Marieta Konder Bornhausen, onde já havia o restante dos equipamentos, insumos e equipe médica para instalação imediata dos leitos. Nunca houve recusa de equipamentos. O que houve foi uma junção de esforços dos prefeitos da região para habilitar os leitos o mais rápido possível.

No dia 18 de junho, o Município reforçou junto ao Governador do Estado, a necessidade de investimentos, tanto no Centro Municipal de Tratamento do Coronavírus, quanto no Hospital Ruth Cardoso, por meio dos ofícios 087/2020 e 088/2020, solicitando recursos para custear despesas de 11 leitos de UTI do Centro Municipal de Tratamento do Coronavírus, que ainda não haviam sido, sequer, habilitados.

O Governado do Estado, por sua vez, ofereceu seis (06) respiradores da WEG, para instalação no Centro Municipal de Tratamento da Covid-19. No dia 24 de junho, chegaram os seis (06) respiradores da WEG e começou a instalação. Os equipamentos apresentaram problemas e foi solicitada a substituição. Ao identificar o problema, o Município faz a locação de seis (06) respiradores, já que o restante dos equipamentos para compor os leitos já haviam sido locados pelos municípios da Amfri. Dia 8 de julho, a WEG emitiu documento reconhecendo falhas e justificando que ainda trabalha para resolver os problemas apresentados nas peças que compõem os respiradores.

Por fim, a administração reforça mais uma vez que nunca houve recusa de equipamentos e instalação de novos leitos de UTI e lamenta a falta de diálogo e de compromisso do Estado com a região da Amfri.

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O governador não cansa de, além de ser um ilustre ausente em praticamente todas as regiões em todos os momentos, não só neste de emergência sanitária, praticar uma política predatória e promover a desarmonia. Seja fazendo isto que fez com Balneário ou fugindo descaradamente de suas responsabilidades diretas, jogando-as aos municípios. Um pouca-prática consumado. Ou, se preferem, incompetente puro e simples.


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