• Aderbal Machado

Amfri, esquema anunciado da caixa preta de desmandos e favorecimentos ilícitos

O prefeito de Penha, Aquiles da Costa, ao assumir a presidência da Amfri (Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí), em primeiro ato, denunciou falhas e abusos na condução da entidade, com pilhas de privilégios financeiros a apaniguados.

Acusou pessoalmente o diretor administrativo de muitos desses abusos, como o recebimento de comissões por entidades contratadas pela entidade e pediu a sua demissão sumária. Vai submeter ao plenário (11 prefeitos) e com voto de oito (dois terços), confirma a demissão. Deverá ser unânime, mas, por via de dúvida, afirmou: "Se não acontecer, renuncio imediatamente".

Chamam de "caixa preta" da Amfri. O admirável nisso tudo, e chocante, é que isso perdura há anos e anos sucessivos, porém ninguém entrou fundo como Aquiles da Costa. Privilégios são constantes, denúncias ao longo do tempo também. Balneário Camboriú já saiu da entidade ao tempo do governo Piriquito e retornou, por decisão do governo Fabrício. Questionamentos se sucederam. Na Câmara de Balneário Camboriú houve debates fortes sobre o valor mensal pago pelo município (em torno de 600 mil reais), por causa do retorno disso, quando sequer o legislativo conseguiu ter acesso aos gastos com remunerações e despesas. E ficou por isso mesmo.

Ali houve apadrinhamentos de diversas ordens.

A pergunta necessária é: quem fiscaliza ou fiscalizou isso? Como fiscaliza ou fiscalizou? Que tipo de manobra se fez para esconder esses desmandos durante tantos anos, décadas até? Há uma diretoria, afinal. Há um conselho fiscal, afinal. Tratando-se de entidade que vive de recursos públicos, o rigor deveria e precisaria ser mais profundo. Não foi.

Louvores a Aquiles da Costa, o jovem prefeito de Penha, que entrou e resolveu tocar a música certa nesse baile de inconsequências.

Ao lado disso tudo, convém discutir qual a relação custo-benefício da Amfri para os municípios. Será ela apenas um cabide de bons empregos?

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