• Aderbal Machado

Ameaça a escolas e chantagem com comerciantes: são produtos da impunidade e das leis penais frágeis

Há algum tempo a Polícia Militar veicula informação, alertas e sugestões de como reagir a ameaças de criminosos, mandando recados a comerciantes exigindo pagamentos, sob pena de ataques em seus estabelecimentos. Vários casos registrados em Balneário Camboriú e outras cidades. Exploram o receio à violência da população ordeira e pacífica.

Agora surgem recados em locais estratégicos de escolas ameaçando massacres e invasões. Não são poucos. Tem método. Pode ser apenas uma imposição do mau-caratismo de gente cuja educação é falha desde o nascimento ou pode ser produto de gente com sentimentos nada louváveis mesmo. Num caso ou noutro, bom cuidar. Mas ainda aqui acontece porque os criminosos, eventuais ou assíduos, são tratados com leniência pelas leis e pela Justiça. É muita regalia, são muitas atenuantes - em demasia - e muita proteção, enquanto a dureza fiscalizatória é dirigida à polícia, obrigada a resumir suas ações a mera vigilância. Recentemente, até vistorias de rotina, situações em que se pode flagrar ilegalidades e potenciais criminosos em circulação, viraram óbices e foram proibidas pela Justiça.


Mas (mas...) quando os crimes acontecem, a polícia é logo criticada por inoperância ou inação. Quando não é punida, se usar "força desproporcional" na prisão. Não pode nem algemar.


Há cenas de elementos sorrateiros em portas de condomínios armados de faca (câmeras filmaram), aguadando, quem sabe, moradores incautos ou pedestres para atacar. Quem sabe violentar. Quem sabe até matar. Ninguém duvide. Mas a lei...Ah, a lei...

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