ABASTECIMENTO DE ÁGUA: Camboriú deverá ter sua própria Estação de Tratamento (ETA)

Área localizada no Loteamento Jardim Europa, no bairro Santa Regina, deverá servir para a construção da ETA (Estadão de Tratamento de Água) de Camboriú. A área é pública e tem aproximadamente 5,5 mil metros quadrados. O município deverá fazer a cessão para a empresa concessionária, como prevê o contrato de concessão e após aprovação de projeto confirmando.

O projeto já foi aprovado pela Comissão de Justiça e Redação do Legislativo da Câmara de Vereadores da cidde e aguarda parecer da Comissão Permanente de Urbanismo e Infraestrutura. O vereador Claudinei Loos, presidente da Comissão, afirma que o documento deve ser analisado no retorno do recesso parlamentar, no início de agosto. Em seguida, será encaminhado para a presidência da Câmara a fim de ser colocado em votação.

Prevista no contrato de concessão, a construção da ETA exigirá um investimento de cerca de R$ 15 milhões. Após a liberação das licenças ambientais, a estrutura demorará em torno de 8 meses para ser concluída e terá capacidade de produção de 70 litros por segundo.

O diretor executivo da Águas de Camboriú, Rodrigo Lacerda, explica que a concessionária já fez consulta de disponibilidade hídrica junto à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável a fim de oficializar o pedido de outorga.


Atualmente toda a água que abastece o município é captada no Rio Camboriú e produzida na ETA da Emasa, em Balneário Camboriú. Com a construção da nova ETA, a Águas de Camboriú permanecerá adquirindo da Emasa a diferença entre a água produzida e o volume necessário para o abastecimento da cidade.


COMENTS: Na verdade, a produção prevista de 70 litros por segundo apenas refresca a necessidade de abastecimento de Camboriú. Atualmente, a Emasa destina mais de 170 litros por segundo para a cidade. O bom é que essa água que não vai pra Camboriú amplia a margem de abastecimento de Balneário. também um mero refresco, eis que a produção é de algo em torno de 1.000 litros por segundo, em média, para uma necessidade de abastecimento diário de 35 milhões em tempos normais e 80 milhões em plena temporada. De qualquer forma, convenha-se, é uma boa perspectiva, porque abre caminho para ampliação futura, dependendo da possibilidade de outorga, que já deve ter limites muito reduzidos.

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