• Aderbal Machado

A vacina contra Covid-19 entre o puro negacionismo e a verdade dos fatos


Sobre o poder das vacinas contra Covid-19. Izio Mansur, carioca e cirurgião-dentista, fez um comentário em sua página da Internet, provocando o raciocínio de quem crê e de quem não crê. Jogou o jogo no ar. Diz ele:


É MELHOR DIZER A VERDADE, SEMPRE


"O falecimento do cantor Agnaldo Timóteo acendeu aquela velha discussão onde está proibido discutir a eficácia das "picadinhas".

Ao que tudo indica o cantor contraiu a doença antes da 2a dose. Pela idade avançada e suas graves comorbidades, não resistiu.

Todavia começam a surgir casos onde todas as doses foram aplicadas, passou-se o tempo suficiente para a formação de anticorpos, e mesmo assim o paciente contraiu a doença e faleceu.

Esconder isso para evitar os negacionistas das "picadinhas" pode ser tão danoso quanto admitir que 100% dos óbitos são evitados pela "picadinha", não obstante certos pesquisadores puxa-sacos de um certo governador afirmarem isso hasteando seus PHDs, como cansei de ver como forma de intimidação contra as críticas à baixa eficácia de uma certa "picadinha".

Eu já contei aqui o que vi no meu próprio condomínio no 1o dia da campanha da "picadinha", quando uma senhorinha agraciada realizou uma festa para umas 30 pessoas, em completa aglomeração e a maioria sem máscaras. A senhorinha "picada" já se achava imunizada com apenas 1 dose dada naquele mesmo dia.

É muito importante explicar para as pessoas que a imunidade prometida só ocorrerá semanas após a 2a dose, e que vai depender de diversos fatores como a imunidade da "pessoa picada" e a imunogenicidade da "picada", sendo a pior combinação a baixa imunidade da pessoa junto com a baixa imunogenicidade da "picada".

Eu fui um dos que brigaram contra a arrogância dos que diziam que a "picadinha" protegia 100% contra óbitos. Resultado? Fui chamado de "Negacionista antipicada".

Por isso devemos contar a verdade: a eficácia não é total! Você pode se contaminar! Você pode vir a falecer!

Por isso a importância de manter as medidas de proteção não farmacológicas e FARMACOLOGICAS também. Aliás, negar esta última tem sido um exemplo perfeito do pior negacionismo e da pior falta de empatia que já vi.

Pra finalizar, afirmo que vou tomar a "picadinha" e recomendo que todos o façam, sem achar que doravante estarei livre pra lamber os corrimoes do metrô."

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