A sucessão interminável de erros de Carlos Moisés o levaram ao cadafalso

No impeachment deflagrado na Assembleia de SC contra Carlos Moisés há uma evidência: a ingenuidade e a desconexão do governador com o mundo político. Ele derrubou, numa sucessão interminável de erros, tudo o que o levou à vitória. Plantou esperança, colheu e entregou desilusão.

Nesta altura dos acontecimentos, pode-se dizer que há alguns aspectos bons de serem absorvidos a partir da chamada e deletéria "velha política". Porque tudo não é completamente ruim e nem completamente bom. Virtus in medium est, sentenciou Aristóteles. Há, em tudo, um ponto de equilíbrio. A questão é a capacidade de vislumbrar, buscar e praticar isso num momento de pressão.

O que seria o bom aspecto, neste caso, advindo da "velha política"? A capacidade de "aggiornamento", como dizem os italianos. Popularmente, seria o pendor natural de ajustar-se a novas realidades ou mutações.

A evidência maior dessa incapacidade do governador foi o visível e real desmonte de sua base legislativa e da própria estrutura do governo como ele a formou no início. Tudo por ingenuidade, um bocado de arrogância e muito de distância de diálogos diretos com políticos de outras instâncias e até com gente de sua própria confiança - e claro, da realidade. As coisas aconteciam e o governador achava que dava pra resolver com um jogo-da-velha. Tudo aliado a um descontrole reconhecido da própria antessala, onde fizeram coisas que, no fim, ele nem sabia e talvez em alguns casos nunca saiba.


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