A saga do Centro de Eventos, uma luta boa, porém incerta quanto aos seus resultados

Minha opinião é por demais conhecida a respeito do Centro de Eventos: não acredito que irá se viabilizar dentro dos projetos e desejos iniciais. Ponto. As razões são imensas e estão agudamente demonstradas na própria demora em abri-lo. Ainda mais agora, ante as restrições sanitárias e a evolução das tecnologias. Hoje se pode fazer qualquer tipo de encontro, com resultados iguais ou até melhores, via digital e à distância. Com participantes de qualquer parte do mundo, simultaneamente.

Antes já podia? Sim, é verdade, e lá também insisti na tese, mas aí por motivos que ainda agora permanecem - a impossibilidade de sua gestão econômica. O Centro de Eventos, a meu ver de leigo observador de longa estrada percorrida, sequer tinha estudo de viabilidade após já ter suas paredes erguidas. Ou seja, planejaram-no e o levantaram sem saber como seria gerido. O estudo de viabilidade só aconteceu em 2018, numa de suas "inaugurações", em dezembro. E quem me revelou isso foi o então secretário de Turismo do Estado, Leonel Pavan, ele mesmo um dos mais entusiastas e interessados na construção e funcionamento. Mas nem ele conseguiu destravar a bagaça.

Ele - o Centro - está lá, sobranceiro e soberano há anos. E vazio. E se deteriorando.

Louvo a luta de idealistas em favor da abertura e funcionamento do Centro de Eventos. Afinal, é dessa luta que vivemos, na inspiração do futuro que queremos. Só que a enxergo como inútil e desperdício de suor.

E vou ao ponto nervoso: se não colocarem na mesa, com urgência, um uso alternativo imediato para o Centro de Eventos, vão se arrepender muito. E arrependimento vem sempre depois de tudo perdido.

Finalizo com meu mantra: adorarei ser desmentido. Espero isso há mais de cinco anos.

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