• Aderbal Machado

A polícia, o sequestro de Fabíola e o sequestro que vivi

Renato Hendges, o Renatão, famoso delegado investigador da Polícia Civil de SC, dizia:

"Não há crime perfeito; há crime mal investigado". Ele mesmo foi um mestre nas investigações dos crimes entregues à sua atuação.


O episódio do sequestro da menina Fabíola, em Palhoça, lembra bem a tese de Renatão. Dois dias após o ocorrido, a Polícia Civil encontrou a menina e prendeu os sequestradores.


Isso me lembra um episódio pessoal e familiar vivido por mim, minha esposa e pelo advogado Gilberto Procópio Lima e sua esposa, a corretora de imóveis Raquel Lima, dona de uma muito bem sucedida imobiliária em Içara, meus queridos compadres. Lá pelos idos de 1980/1981, em Criciúma, confesso não lembrar direito o ano e a data, a sua filha Adriana foi sequestrada pela leniência de uma empregada, que entregou sua guarda a uma desconhecida enquanto nós - nossos compadres, minha mulher e eu - estávamos num evento social à noite, em Forquilhinha. De repente, alguém entrou e nos informou do sumiço da menina. Comadre Raquel, naturalmente entrou em desespero. Nós, Gilberto e eu, conseguimos sustentar uma calma encontrada não sei onde e mantermo-nos focados na solução.


Saímos às pressas, naturalmente tensos, e fomos à luta. Noite e madrugada inteira nas ruas, em contato com as polícias civil e militar - que também se jogaram com tudo no caso e, ao final, depois de cansaços enormes e investigações em todos os cantos da cidade, esquadrinhando locais e buscando informações reiteradas e aos montes. Tudo filtrado pelos competentes policiais.


Finalmente, a menina foi encontrada num dormitório meia boca, com a sequestradora, às margens da Avenida Centenário, próximo ao Hotel Brasil. Estava dormindo quando a polícia invadiu o quarto e, pelo que se viu, estava se preparando para fugir via rodoviária. Foi questão de horas.


A polícia catarinense sabe fazer e sabe como fazer, não há dúvida. Apesar das injustas restrições de pessoal e, muitas vezes de equipamentos. Com certeza, também a falta de reconhecimento pelo seu trabalho.


Odes a quem merece. Graças a Deus o caso está bem resolvido.


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