• Aderbal Machado

A nova orla, sua fantástica realidade e as preocupações com sua ocupação

Natural a euforia com o alargamento da faixa de areia da Praia Central de Balneário Camboriú. As imagens são fantásticas e retratam uma nova e excelente realidade.

O procedimento passou por muitos mandatos: todos os de Leonel Pavan, os dois de Rubens Spernau, os dois de Piriquito e um inteiro de Fabrício Oliveira para, afinal, ser concretizado com êxito. Desde o início, dois fatores preponderaram: a capacidade de resolver tecnicamente (as licenças ambientais), financeiramente (o custo do projeto e da obra), as necessárias gestões político-administrativa em detalhes exatos e finalmente a contratação da empresa e o início e conclusão da obra. E ela está aí.

Agora é encerrá-lo com os devidos assentamentos do solo e esperar a ocupação da temporada.

Ainda resta, quem sabe, a principal parte: a repaginação da orla em função do alargamento, com a inclusão de equipamentos para uso da comunidade (a própria orla alargada é um deles) e a definição de sua ocupação privada e comercial - e aí, desde já, está a principal preocupação.

Formulações necessárias:

- Serão mantidos os mesmos espaços atuais ocupados ou serão reformulados?

- O que mais se acrescentará?

Segundo declarações, a repaginação ou requalificação demorará mais de dois anos, além, portanto, do atual mandato do Executivo Municipal. Há muito caminho a ser trilhado até chegar nas ações efetivas para isso. O maior dos fatores: o custo. Segundo se diz, será quatro vezes mais o do alargamento simples. Algo em torno de R$ 280 milhões.

Preocupa ainda a possibilidade de definirem, com aval da própria Câmara, uma ocupação indevida - inobstante autorizada -, com danos aos direitos de espaço popular.

Para práticas esportivas eventuais ou até outros eventos momentâneos, tudo bem. Já está na Câmara uma lei sobre isso e nela não há muitos segredos, embora falte lá os locais determinados para esses eventos. Porque, de repente, resolvem bloquear acesso à parte principal, o que é condenável.

E, cá pra nós, tudo depende de uma boa fiscalização. Que, atualmente, é precária. Aliás, sempre foi, pra mais ou pra menos.

Então, nossa expectativa é de que tudo se resolva da melhor maneira possível. Espera-se muita consciência de quem de direito. A obra, na sua finalidade, deve ser a todos (ou à imensa maioria), não a poucos.

Em anexo, a imagem de pontos da praia, logo após a conclusão do alargamento.


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