• Aderbal Machado

A mesmice de Esperidião Amin na disputa por candidatura ao governo e a renovação que é necessária


Enquanto o jogo evolui, nomes começam a se apresentar para a eleição de 2022 em SC.

Já estão na berlinda Carlos Moisés (vai à reeleição? Vai), Jorginho Mello, Fabricio Oliveira, dentre outros e agora Esperidião Amin se coloca "à disposição" para disputar a candidatura dentro do PP. Tudo porque, neste momento, o partido volta a desagregar, por obra e graça do prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, que flerta com nomes de outros partidos, ele que é cria do PP.

A mesmice de Esperidião Amin tem pelo menos um fator interessante: vai provocar o outro lado ou a tentativa de renovação que, na prática, aconteceu surpreendemente com a eleição de Carlos Moisés, ungido pelo fenômeno Bolsonaro de 2018 - e que ninguém, mas ninguém mesmo - poderia imaginar. Nem por amostragens de pesquisas e nem pela realidade nua e crua da política. Mas aconteceu - e com requintes de massacre eleitoral num segundo turno que, possivelmente, nunca mais se repetirá.

A renovação precisa ser medida por razões e concepções pelo menos sérias o suficiente para se traduzir em credibilidade e atrair eleitores.

E mesmo com todo o desgaste sofrido, caso dos respiradores inexplicados até agora, conflitos de toda ordem, a entrega forçada do governo às velhas raposas (por questão de sobrevivência), Moisés ainda é carta dentro do baralho. Vai comer o pão que o diabo amassou, mas de qualquer maneira, tem coisas a dizer, para quem quiser (e puder) acreditar.

Talvez fique até boa a disputa com tantos nomes e outros que porventura apareçam. O leque de opções se amplia.

Quanto a Esperidião, é uma repetição, é verdade. Porém tem algumas virtudes, consideradas suas gestões como governador em seus mandatos passados: conhece como poucos a realidade econômico-social de Santa Catarina e como poucos tem conhecimentos suficientes para resolver, se assim quiser e permitirem, as mazelas que ainda sofremos. O inconveniente é o fato de ser mais do mesmo. Em todo caso, ninguém pode lhe pespegar a pecha de incompetente.

E a rigor, voltando aos nomes, há duas renovações à vista, em disputas governamentais: Fabrício Oliveira e Jorginho Mello.

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