• Aderbal Machado

A falsa indústria da multa, tão decantada, em Balneário Camboriú

Nada como números, dados reais, para confrontar realidades.

É comum, ainda, acusarem o atual governo municipal de Balneário Camboriú de, ao ter implantado 32 radares a mais, além dos 14 antes existentes, e sensores de velocidades nas ruas, ter imposto velocidades em várias ruas e trechos -, ter gestado uma fantasiosa "indústria da multa" e da cultura punitiva dos motoristas.

Indo ao site do Detran, portanto dificil de desmentir, ve-se quadro interessante, a partir de 2015 (imagens anexas).

Conferindo:

Em dois anos de governo anterior (em negrito), 2015 e 2016, a cidade teve mais de 180 mil infrações registradas, segundo o Detran. Em 2017 houve um crescimento, seguido de uma queda significativa entre 2018 a 2020.

2015 - 186.254 - 118.000 por excesso de velocidade e 20.000 por furar sinal 2016 - 180.431 - 113.000 por excesso de velocidade e 16.000 por furar sinal

2017 - 192.021 - 118.000 por excesso de velocidade e 18.000 por furar sinal

2018 - 141.371 - 74.000 por excesso de velocidade e 16 por furar sinal

2019 - 60.595 - 12.000 por excesso de velocidade e 11 por furar sinal

2020 - 110.706 (até mês 10) - 61.000 por excesso de velocidade e 24 por furar sinal

Os cometimentos por excesso de velocidade, como se percebe, caíram quase à metade em algumas situações e até menos que isso noutras.

Ou seja: com menos radares e sensores, mais infrações e vice-versa. Ou: sim, os sinalizadores educaram e disciplinaram os motoristas, queiram ou não. Na marra, a fórceps, mas disciplinaram e educaram.

Palavras podem enganar por um tempo, mas não o tempo todo. Os números não mentem.

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