• Aderbal Machado

A epopéia do Centro de Eventos não terminou e vai piorar; é só aguardar


A suspensão da licitação para uma empresa de administração do Centro de Eventos de Balneário Camboriú não deixou nenhuma surpresa. Era carta marcada. Tragédia anunciada. Mais uma.

Impossível imaginar que fosse dar certo, sabendo-se das monumentais falhas no processo. A começar pela desqualificação da empresa que se apresentou, sem nada de expertise. Zero. Malandragem pura. E bom que tenha sido suspensa a licitação. Se o processo continuasse iria ser um fracasso, uma decepção e um desastre.

Há observações:

  1. Só se conseguiu essa empresa forjada à última hora e sem a estrutura formal necessária, porque nenhuma outra qualificada quis. E não quiseram elas por conhecerem o ramo e o momento complicado.

  2. O Centro de Eventos, defendemos desde o início, é inviável por si mesmo. Foi concebido apenas para alguém se ocupar e fazer proselitismo político. Contar vantagem. Por isso foi "inaugurado" várias vezes.

  3. Pior, e este é um fator preponderante para a nossa descrença na sua efetividade, é que apenas quando a obra física já estava erguida, praticamente acabada, percebeu-se que o projeto não tinha estudo de viabilidade. Nasceu errado e agredindo princípios mínimos de iniciativas assim. Ou seja: não se tinha bases técnicas para se saber, o que, quando, onde, como e por que. Sequer se sabia quem, pois houve uma briga - que continua - visando saber o que é melhor: administração pública, compartilhada ou privada.

  4. Depois de mais de um década ainda se tenta encontrar uma fórmula ideal para a gestão do Centro de Eventos, cujas instalações se deterioram a cada dia.

  5. Nossa opinião: se antes já acreditávamos na sua impossibilidade, agora, ante a pandemia, mais ainda. Mudou tudo em relação a grande eventos. No mundo inteiro.

  6. Qual seria a solução para aquela enorme construção? Uso alternativo e que o município deve acelerar: toma conta por delegação do Estado, muda pra lá a Estação Rodoviária, abre espaços para restaurantes típicos como antigamente, deixa espaço para exposição dos nossos artesãos, outro espaço para eventuais feiras de negócios ou produtos - permanentes e eventuais, quem sabe um lugar pra PM, GM e Polícia Civil. Menos agência ou posto bancária, pra não virar chamariz de ladrão.

O que não dá é ficar esperando. Sabem por quê? Porque daqui a pouco o Estado, sentindo que a coisa não anda, acaba dando uma destinação diferente dos nossos interesses e vamos nos arrepender muito.

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