• Aderbal Machado

A educação domiciliar, uma discussão em um momento complicado da vida nacional

O deputado Silvio Dreveck (PP) questionou a educação domiciliar, conforme proposta pelo deputado Bruno Souza (Novo).

“Fiquei muito preocupado com este projeto, porque há muitas dúvidas se estamos em condições de ter aula domiciliar. Embora o projeto permita a opção, sabemos que na nossa cultura há uma tendência de manter os filhos em casa. E quem vai ser o professor? Os pais? O tutor? E aquelas famílias em que o pai e mãe trabalham fora, podem levar os filhos para escola, mas também podem ficar em casa”, analisou Silvio, ressaltando a socialização das crianças, natural nas escolas.

Vicente Caropreso e Luciana Carminatti (PT) seguiram Dreveck.

“Entendemos a angústia de vários pais, que nos pediram, confesso que já me coloquei a favor dessa possibilidade, mas no momento que estamos passando, é complicado. Os pais têm preparo pedagógico? Temos de pensar muito na introdução dessa modalidade de ensino”, declarou Caropreso.

“Escola e família são complementares; nós, como professores, fizemos um esforço muito grande para trazer as famílias para as escolas, agora não podemos construir essa visão de disputa e destruição”, avaliou Carminatti.

Bruno Souza discordou visceralmente.

“Têm os que não entendem de educação domiciliar e os que têm uma visão autoritária da sociedade. Eu defendo a liberdade da família e dos indivíduos. Existem as pessoas que não entendem e têm uma ideia preconcebida e repetem as mesmas coisas, que as crianças perdem socialização, mas educação domiciliar não é prisão domiciliar, a criança vai à igreja, brinca na rua, faz atividades complementares”, explicou Bruno.

Além disso, o representante de Florianópolis especulou que quem se interessa pelo ensino domiciliar está disposto a mudar radicalmente sua agenda para educar os filhos.

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