A decisão para colocar o Centro de Eventos em funcionamento continua na base do improviso

O prefeito Fabrício Oliveira solicitou agenda na Santur e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para debater a situação do Centro de Eventos diante da decisão do TCE de suspender a licitação com o consórcio vencedor.


O prefeito quer debater a formação de uma comissão provisória para tomadas de decisão e condução das tratativas para a gestão do Centro de Eventos diante do impasse atual.


Fabrício Oliveira quer que esta comissão provisória seja formada por membros da Santur, da Prefeitura de Balneário Camboriú e do trade turístico da cidade.

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A informação da prefeitura é salutar por um lado e demonstra um detalhe assustador de outro: após uma década da obra, desde sua concepção até sua conclusão física, ainda se fala em improvisar uma forma de ativá-la para cumprir a finalidade para a qual foi construída. Nada a causar admiração: afinal, a obra nasceu sem um estudo de viabilidade, essencial nesses casos. O estudo só foi feito quando Pavan foi secretário de Turismo, com a obra já "inaugurada" duas vezes.


A nós nos parece, ainda, que seria mais proveitoso encontrar uma finalidade diferente para o Centro de Eventos: ocupá-lo com a Rodoviária da cidade, deixando espaços para pequenas e médias feiras e eventos. Outros espaços poderiam ser utilizados para restaurantes típicos como existiam na antiga Santur. Quem sabe um espaço para informações turísticas. Ou espaço para nossos artesãos e artistas ali fazerem suas exposições e vendas.


O projeto inicial, já antes estava mais ou menos traçado e hoje se fortalece com a pandemia e suas mazelas e consequências, não funcionará. Insistir nisso, por mais que se projete e queira e por mais otimismo que se tenha, vai resultar num arrependimento muito tardio. Talvez sem volta.


Não sou profeta e nem adivinho. E nem especialista nisso. Todavia, as visões me parecem muito lógicas, do alto do meu empirismo teimoso. Quem viver, verá.


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