• Aderbal Machado

A corrida sucessória estadual e a projeção dos prefeitos como virtuais pré-candidatos ao governo


A força dos prefeitos, ao natural, está demonstrada na corrida sucessória de 2022 para o governo do Estado. Citados, até aqui, como potenciais candidatos, os prefeitos de Chapecó (João Rodrigues-PSD), Criciúma (Clésio Salvaro-PSDB), Florianópolis (Gean Loureiro-DEM), Tubarão (Joares Ponticelli-PP), Jaraguá do Sul (Antídio Lunelli-MDB), Balneário Camboriú (Fabrício Oliveira-Podemos).

Alguns já anunciaram, sem muita profundidade, não ser prioridade uma candidatura ao governo (Clésio Salvaro, Gean Loureiro, Joares Ponticelli). Outros preferem o suspense. Só dois se insinuam de verdade: Fabrício e João Rodrigues.

O cacife do prefeito de Balneário Camboriú e do prefeito de Chapecó é mais forte em suas respectivas regiões eleitorais (Oeste e Foz do Rio Itajaí).

A rigor, qualquer deles são nomes respeitáveis, com algumas considerações: por exemplo, Ponticelli e Salvaro disputariam dentro da mesma região (sul).

E enfrentarão o atual governador, certamente postulante à reeleição por direito natural e Jorginho Mello (PL), declarado e em franca campanha na condição de pré-candidato tácito do seu partido.

Imagina-se, pela movimentação, que Fabrício e João Rodrigues mexem os pauzinhos para projetar-se estadualmente e chegar às convenções com boa estrutura e bom efeito a partir de suas vilegiaturas pelo estado. Porque eleição não é só vontade de partido ou de candidato. Se não houver um quadro favorável, auscultado com pesquisas bem feitas, melhor segurar.

Há ainda outro fator: o limbo em que ficarão os que estão em segundo mandato: se resolverem apenas cumpri-lo e encerrar a missão na plenitude, terão dois anos de distância de um novo pleito, período em que pode acontecer muita coisa ou nada. E exigirão, por certo, um esforço além da conta pra se manterem em evidência. Isso deve influenciar a decisão de Fabrício Oliveira, por exemplo, que está no segundo mandato de prefeito.

Todavia, há muita distância do pleito para se definir isso. Mas também não pode ir muito longe, porque prefeito precisa renunciar em abril para poder se candidatar a outro cargo eletivo. São dez meses e o tempo flui rápido.

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