• Aderbal Machado

A corda rompeu, a imprensa mentiu o quanto pôde (continua mentindo), mas a clara realidade se impõe


Espanta a ginástica da grande imprensa - ou a maior parte dela - em desmerecer as manifestações deste 7 de Setembro e apoio ao presidente Bolsonaro. Inventam todo tipo de tese, ouvem "especialistas" inexpressivos para estribar suas teses; mentem com desfaçatez, agredindo a realidade no confronto inequívoco das imagens que todos viram em tempo real e estão registradas pra sempre.

A estupidez vai mais longe, quando a Veja chega a publicar, no lead de uma matéria sobre o tema que, "apesar de pacíficas, as manifestações soaram como violentas no exterior". É isso.

E é, no entanto, a mesma Veja que reconhece, sentenciando o óbvio: "Manifestações pró-Governo massacraram as manifestações da oposição" (em volume de gente). Nem tinha como dizer o contrário: renderam-se à força dos fatos, claros ao extremo.

Agora para quem, como nós, vivemos circulando pelas mídias sociais e pela imprensa via Internet, recolhidos por questões sanitárias e físicas, infelizmente nos deparamos com barbaridades imensuráveis em conceituações e visões.

Opinião cada um tem a sua e há defeitos e virtudes em todos os lados, mas o excesso de besteiras ditas e repetidas é de apavorar. Pior, insistidas como verdadeiras e irrefutáveis.

Difícil é entender, por isso, como essa mídia ("mídia abutre", como adjetiva meu amigo Paulo Vendelino Kons) segue um caminho que sabe ser falso e enganoso, depõe contra ela mesma esmagando sua já combalida credibilidade e, via de consequência, refletindo em sua vida financeira.

Bem disse Joseph Pulitzer, criador do prêmio de jornalismo que tem seu nome:

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma".


Pois o 7 de Setembro se foi e as demonstrações de civismo, jeito pacífico do povo conservador (que tentaram impor como prenúncio de violências e agressões), enorme desejo de mudar o Brasil e encerrar de vez com as diatribes diárias contra a ordem constitucional - e insistem em dizer que "golpista" é o presidente... -, prisões arbitrárias e indevidas, deixaram um rastro indelével de significado: o povo quer um Brasil limpo e livre, não um país subjugado à vontade de um ou dois.


A corda rompeu faz tempo. Agora é pra quem tem o coração forte.

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